Cinco sistemas de geração de energia solar fotovoltaica foram implantados em locais estratégicos de Palmas com o objetivo de reduzir custos e promover sustentabilidade na administração pública. As unidades somam uma capacidade média mensal de produção de 540.060 kWh, o que equivale a cerca de 6,48 milhões de kWh por ano. A expectativa é que essa geração resulte em uma redução de gastos com energia elétrica em torno de R$ 444,4 mil mensais e mais de R$ 5,3 milhões ao longo de um ano.
Com um prazo estimado de dois anos e oito meses para retorno do investimento inicial, o projeto se apresenta como financeiramente viável. Após esse período, a energia gerada pelas usinas passará a representar lucro para o Município, uma vez que os custos de instalação e equipamentos terão sido pagos. A iniciativa fortalece Palmas como exemplo de gestão pública voltada para energia limpa.
A principal usina do projeto está localizada no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, no Parque do Povo. Ali foram instalados 7.606 painéis solares, sendo 5.850 em solo, 1.200 sobre a cobertura do estacionamento – que passou a ter mais 160 vagas e 556 no telhado da construção. O local concentra 70% dos painéis do sistema, com capacidade instalada de 3,2 megawatts (MW), tornando-se uma das maiores áreas públicas de geração solar do Norte do Brasil.
Sistema beneficia mais de 20 órgãos da gestão municipal
Ao todo, foram instalados 8.110 painéis e 45 inversores em cinco locais: o Parque do Povo, as feiras das quadras Arno 33 (307 Norte), 304 Sul (Arse 31), Jardim Aureny e também na sede da Agência Municipal de Turismo (Agtur). A energia gerada alimenta diversos órgãos da administração, gerando créditos de compensação para secretarias como Educação, Saúde, Infraestrutura, Mulher e Mobilidade Urbana, além de beneficiar a Fundação de Esporte e Lazer e o gabinete do prefeito.
Área degradada recebe nova função com geração de energia limpa
A instalação da principal usina no Parque do Povo considerou fatores ambientais e técnicos. A área, antes comprometida por degradação ambiental, foi escolhida justamente por minimizar impactos à vegetação nativa. Além disso, a localização estratégica transforma o parque em uma vitrine da energia renovável, reforçando o exemplo para outras regiões.
Para o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Paulo Cezar Monteiro, o projeto representa um passo concreto rumo à modernização da capital. “O uso de energia solar posiciona a capital do Tocantins na vanguarda da transição energética no Brasil. Essa medida proporcionará redução nos custos com energia elétrica e maior eficiência na gestão dos recursos públicos. Esse é um projeto que une economia, responsabilidade ambiental e visão de futuro. Estamos investindo hoje para colher benefícios por décadas e inspirar outras cidades a seguir o mesmo caminho”.









