A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na manhã dessa quinta-feira, 15, um homem de 49 anos suspeito de tentar matar a ex-companheira em Pium. Além da tentativa de feminicídio, ele também é investigado por desobedecer medidas protetivas. Os crimes aconteceram no dia 8 de janeiro.
Segundo a delegada Jeannie Daier de Andrade, a vítima estava com o atual namorado quando recebeu uma mensagem do ex-companheiro perguntando sobre as filhas do casal. Logo depois, um parente avisou que o homem estava em frente à casa, observando o local, mesmo sendo proibido de se aproximar da mulher e de seus familiares.
“Ele já possuía medidas protetivas em vigor, e a conduta demonstra descumprimento deliberado da ordem judicial e continuidade do ciclo de violência”, afirmou a delegada.
Ao chegar na casa onde as filhas estavam, a vítima encontrou o suspeito dentro de um carro. Quando pediu que ele fosse embora, o homem a puxou pela blusa e arrancou com o veículo ainda em movimento, arrastando a mulher pelo asfalto. Familiares acionaram a Polícia Militar, mas o suspeito conseguiu fugir do local.
Ameaças e histórico de agressões
A mulher contou que essa foi a terceira vez que sofreu agressões do ex-companheiro. Segundo ela, o homem não aceitava o fim do relacionamento e dizia repetidamente que a mataria caso ela se envolvesse com outra pessoa. O casal está separado há cerca de um ano e meio. A vítima recebeu atendimento médico, teve alta e está em recuperação.
Prisão preventiva e silêncio em depoimento
Após pedido da Polícia Civil, a Justiça da Comarca de Cristalândia autorizou a prisão preventiva do suspeito. A decisão ficou em sigilo até ser cumprida.
Nessa quinta-feira, 15, o homem se apresentou em uma delegacia de Paraíso do Tocantins, acompanhado de um advogado, para prestar depoimento. Durante a oitiva, ele preferiu ficar em silêncio.
Ao final do procedimento, a ordem de prisão foi cumprida.
Suspeito segue preso e caso vai ao MP
O investigado foi levado para a Unidade Penal de Paraíso do Tocantins, onde permanece à disposição da Justiça. O inquérito policial está na fase final e será encaminhado ao Ministério Público assim que for concluído.









