Gurupi: Polícia Federal deflagra Operação Lupi para desmantelar esquema ilegal de extração e comércio de ouro em áreas protegidas

Nesta quarta-feira, 20 de setembro, a Polícia Federal iniciou a Operação Lupi, um desdobramento das investigações realizadas nas Operações Kukuanaland e Bullion, que visam elucidar as atividades de uma organização criminosa dedicada à extração, comercialização e exportação ilegal de ouro proveniente de reservas indígenas e unidades de conservação federais, além de investigar a lavagem de dinheiro e bens de origem ilícita.

Durante esta fase da operação, policiais federais estão cumprindo cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos expedidos pela Vara Única da Justiça Federal – Subseção Judiciária de Gurupi/TO, nas cidades de Anápolis/GO e Manaus/AM.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal identificaram a possível existência de um grupo criminoso envolvido em uma série de atividades ilegais, incluindo a extração de minério em áreas proibidas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e o subsequente transporte, comercialização e exportação do ouro ilegal.

Suspeita-se que o ouro extraído ilegalmente de reservas indígenas e unidades de conservação federais estava sendo “esquentado” por meio de documentos ideologicamente falsos, nos quais o grupo declarava uma origem diferente da realidade, fazendo parecer que o metal havia sido extraído de áreas autorizadas.

Com as medidas judiciais executadas hoje, a Polícia Federal tem como objetivo identificar os principais envolvidos na exportação do ouro ilegal, bem como os demais membros da organização criminosa. Além disso, busca-se recuperar ativos financeiros e interromper a atuação do grupo.

Os indivíduos envolvidos na operação podem ser responsabilizados por uma série de crimes, incluindo usurpação contra a ordem econômica, pesquisa, lavra e extração de recursos minerais sem autorização ou licença, lavagem de bens, dinheiro e ativos, falsidade ideológica, receptação e participação em organização criminosa. As penas somadas para esses crimes podem chegar a até vinte e nove anos de reclusão.e1bca627-f395-469c-af8c-8cee32a23e53.jfif

A escolha do nome Lupi, que significa “lobos” em latim, deve-se ao fato de que os suspeitos se comunicavam por meio de um aplicativo de mensagens em um grupo chamado “Wolf”, que significa lobo em inglês. Essa referência simbólica demonstra a complexidade da operação e a conexão entre os membros da organização criminosa.

A Polícia Federal segue trabalhando incansavelmente para combater atividades ilegais que ameaçam o meio ambiente e a ordem econômica, garantindo que os responsáveis sejam levados à justiça e que os recursos naturais do país sejam protegidos.

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Redação do Site JusTocantins.
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