Na delação à Polícia Federal (PF), o ex-policial militar Ronnie Lessa afirmou que o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ) está ligado ao assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e de seu motorista, Anderson Gomes, ocorrido em 2018. Essa informação foi divulgada por Guilherme Amado, do site Metropolis, e posteriormente confirmada pelo portal Estadão.
Conforme informações obtidas de uma fonte com acesso privilegiado, Chiquinho, parlamentar com foro privilegiado, é apontado como o responsável pela transferência do processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para a jurisdição do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de ter sido procurado para comentar o assunto com a imprensa, o deputado ainda não se pronunciou.
O CAMINHO ATÉ O STF
Na semana passada, o inquérito relacionado ao caso de Marielle Franco foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) por recomendação do ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Essa decisão foi tomada em decorrência da identificação de novas evidências que apontaram o possível envolvimento de um parlamentar federal com foro privilegiado.
Em decorrência desta situação, o caso foi transferido para a competência da Suprema Corte. O ministro Alexandre de Moraes foi nomeado relator do processo.
PASSARAM-SE SEIS ANOS DESDE O ASSASSINATO DE MARIELLE E DO MOTORISTA ANDERSON GOMES
Se passaram seis anos desde a morte de Marielle, e a Polícia Federal tem dado prioridade à resolução do caso. Os atiradores e o motorista do veículo envolvido foram presos, mas a identidade dos mandantes por trás do assassinato da vereadora e de seu motorista ainda não foi revelada.