Banco Central altera regras do Pix para agilizar devolução de valores de fraudes; entenda

Banco Central altera regras do Pix para agilizar devolução de valores de fraudes; entenda
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

 

O Banco Central (BC) divulgou nessa quinta-feira, 28 , uma resolução que altera o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. A medida, anunciada em abril, facilita a devolução de dinheiro para vítimas de fraudes, golpes ou coerção.

A partir de 1º de outubro, o MED funcionará totalmente no ambiente digital, sem precisar de contato com o atendimento do banco. Todos os bancos participantes vão disponibilizar a função diretamente nos aplicativos do Pix, permitindo contestar transações de forma rápida e prática.

Segundo o BC, o autoatendimento aumentará a agilidade no processo, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

Outra mudança importante é que agora a devolução poderá ser feita a partir de contas diferentes da que recebeu o dinheiro na fraude. Antes, apenas a conta usada pelo fraudador podia ser devolvida, mas normalmente os recursos eram rapidamente transferidos para outras contas, dificultando o ressarcimento.

Com os aprimoramentos, o MED poderá identificar os caminhos do dinheiro e compartilhar informações com os bancos envolvidos, permitindo a devolução em até 11 dias após a contestação. A função será opcional a partir de 23 de novembro e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.   O BC destaca que a medida visa aumentar a identificação de contas usadas para fraudes, agilizar a devolução de recursos e desestimular novas fraudes, impedindo que contas já usadas sejam reutilizadas para golpes.

Sobre o MED

Criado em 2021, o MED só pode ser usado em casos de fraude comprovada ou erros operacionais do banco. Ele não se aplica a desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé ou envios de Pix feitos por engano do próprio usuário.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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