Liminar suspende ato do governador Wanderlei Barbosa e impõe posse de procurador-geral no TCE-TO

Liminar suspende ato do governador e impõe posse de procurador-geral no TCE-TO
Foto: Divulgação

 

O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE-TO) empossou, na manhã dessa quinta-feira, 1º, Marcos Antônio da Silva Modes no cargo de procurador-geral de Contas do Ministério Público de Contas do Estado (MPCTO). A posse ocorreu após decisão liminar da Justiça que restabeleceu a nomeação feita durante o período em que o vice-governador Laurez Moreira (PSD) assumiu o governo de forma interina.

O termo de posse foi assinado durante reunião no TCE-TO, com a presença do presidente da Corte, conselheiro Alberto Sevilha, e de técnicos do tribunal. Com isso, Marcos Antônio Modes passa a comandar o Ministério Público de Contas no biênio 2026/2027.

Modes foi escolhido em novembro de 2025, após integrar lista tríplice formada por eleição interna no MPCTO. Na época, Laurez Moreira exercia interinamente o cargo de governador, em razão do afastamento temporário de Wanderlei Barbosa (Republicanos).

A posse foi determinada por decisão liminar do desembargador Gil de Araújo Corrêa, do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), em mandado de segurança apresentado por Marcos Antônio Modes. O magistrado suspendeu os atos do governador Wanderlei Barbosa que haviam anulado a nomeação inicial e indicado outro nome para o cargo.

Na decisão, o Judiciário determinou que o presidente do TCE-TO desse posse imediata ao procurador, com início do mandato em 1º de janeiro de 2026.

Justiça apontou ilegalidade na anulação

Segundo o desembargador, a nomeação feita por Laurez Moreira ocorreu dentro do prazo legal de 15 dias previsto no regimento do Tribunal de Contas, o que torna o ato válido e definitivo. Com isso, o retorno do governador titular não autorizaria a revisão da escolha.

A decisão também destacou a falta de justificativa na anulação da nomeação, publicada em 18 de dezembro, classificando o ato como aparentemente arbitrário e contrário aos princípios da legalidade e da segurança jurídica.

Risco institucional foi considerado

Outro ponto levantado pela Justiça foi o risco de insegurança jurídica. De acordo com a decisão, a posse de um procurador-geral indicado com base em ato considerado irregular poderia comprometer a validade dos atos do Ministério Público de Contas.

Governo contesta decisão

Em nota, a Casa Civil afirmou que a nomeação do procurador-geral de Contas é atribuição do chefe do Poder Executivo. O governo defende que a mudança feita por Wanderlei Barbosa estaria dentro da Constituição e sustenta que a primeira nomeação não produziu efeitos por não ter havido posse.

Até o momento, o Palácio Araguaia não comentou oficialmente os efeitos práticos da decisão judicial que garantiu a posse nessa quinta-feira.

Entenda a disputa

A controvérsia começou com a formação da lista tríplice, em 17 de novembro de 2025. Marcos Antônio Modes da Silva e Zailon Miranda Labre Rodrigues empataram com três votos cada, enquanto José Roberto Torres Gomes obteve um voto.

Durante o período de afastamento do governador titular, Laurez Moreira nomeou Modes. Com o retorno de Wanderlei Barbosa, o ato foi anulado e, dias depois, José Roberto Torres Gomes foi indicado para o cargo, ampliando a repercussão política e institucional do caso.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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