O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, determinou nesta quarta-feira, 7 , a abertura imediata de uma análise administrativa para tentar barrar o aumento de 9,37% na conta de água e esgoto cobrada pela BRK Ambiental. O reajuste foi autorizado durante a gestão interina e já está sendo aplicado aos consumidores.
Ao comentar a decisão, Wanderlei Barbosa afirmou que o reajuste é injusto e pesado para as famílias tocantinenses. Segundo ele, o Estado não vai aceitar aumentos considerados abusivos, principalmente em um serviço essencial como o abastecimento de água.
O governador também criticou a forma como o reajuste foi autorizado. De acordo com ele, a resolução que permitiu o aumento não foi publicada no Diário Oficial do Estado, aparecendo apenas no site da Agência Tocantinense de Regulação (ATR), mesmo assim com o reajuste já em vigor.
A autorização do aumento partiu da ATR, que agora irá reavaliar o processo para identificar alternativas legais que permitam a revisão ou o cancelamento da medida. Após essa etapa, o caso será encaminhado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para análise jurídica.
ATR reconhece inconsistências
O presidente da ATR, Matheus Martins, afirmou que a agência considera estranha a ausência de publicação oficial da resolução e destacou que o posicionamento técnico anterior era contrário ao reajuste. Segundo ele, a agência vai cumprir a determinação do governador e adotar as providências necessárias para tentar cancelar o aumento.
Aumento já atinge 46 municípios
O reajuste de 9,37% foi autorizado em 5 de novembro, durante a gestão interina, e começou a valer no início de dezembro. A medida afeta 46 municípios atendidos pela BRK Ambiental.
Mais serviços também ficaram mais caros
Além da tarifa de água e esgoto, o reajuste também elevou o valor de mais de 100 serviços prestados pela concessionária, como troca de hidrômetro, ligação de água e religação após corte, aumentando ainda mais o impacto no bolso dos consumidores.









