Relatórios apontam risco iminente e Justiça exige medidas imediatas de segurança contra incêndio no HGP

Relatórios apontam risco iminente e Justiça exige medidas imediatas de segurança contra incêndio no HGP
Foto: André Araújo-Governo do Tocantins

 

A Justiça acatou o pedido liminar do Ministério Público do Tocantins (MPTO) e determinou que o Estado adote medidas urgentes de segurança contra incêndio e pânico no Hospital Geral de Palmas (HGP). A decisão foi proferida no dia 22 e se baseia em relatórios técnicos que apontam uma “alarmante situação de insegurança” na maior unidade hospitalar do estado.

Segundo a promotora de Justiça Kátia Chaves Gallieta, titular da 23ª Promotoria de Justiça da Capital, inspeções realizadas pelo Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público do MPTO e pelo Corpo de Bombeiros identificaram problemas graves. “Encontramos alarmes inoperantes, hidrantes sem mangueiras e ausência de rotas de fuga na ala psiquiátrica”, afirmou.

O Estado deve comprovar, em até 30 dias, a adoção das seguintes medidas:

  • Instalação e adequação de sistemas móveis de segurança, como extintores, iluminação de emergência e sinalização de rotas de fuga;

  • Finalização e comissionamento do sistema de hidrantes, incluindo reparo da bomba de incêndio;

  • Apresentação de estudo técnico para instalação de portas corta-fogo e cronograma de adequação de saídas de emergência e construção de rampas.

Além disso, o Estado tem 90 dias para apresentar o Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) atualizado e aprovado pelo Corpo de Bombeiros. O descumprimento das obrigações poderá resultar em multa diária de R$ 1.000,00.

Histórico de irregularidades

A atuação do MPTO sobre o HGP começou em 2020, quando a promotora Kátia Chaves Gallieta instaurou um Inquérito Civil Público para acompanhar as condições do hospital.

Em 2021, foi expedida uma Recomendação para regularização das unidades, mas a Secretaria de Estado da Saúde cumpriu apenas parcialmente. Relatórios de vistorias técnicas entre 2022 e 2025 confirmaram a persistência de “irregularidades gravíssimas e de risco iminente”, incluindo risco de explosão por vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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