Dados do CNJ mostram que o Judiciário do Tocantins concede medidas protetivas em menos tempo que a média nacional

Dados do CNJ mostram que o Judiciário do Tocantins concede medidas protetivas em menos tempo que a média nacional
Foto ilustrativa: Adobe Stock

 

O Judiciário do Tocantins tem dado respostas rápidas a mulheres que pedem proteção em casos de violência doméstica. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, foram concedidas 4.786 medidas protetivas no estado, colocando o Tocantins entre os mais ágeis do país na aplicação da Lei Maria da Penha.

As informações constam no Painel Violência Contra a Mulher, que acompanha o tempo de análise dos pedidos em todo o Brasil.

Enquanto em outros estados a concessão de uma medida protetiva pode levar, em média, quatro dias, no Tocantins a decisão costuma sair em prazo bem menor. A prioridade, segundo o Judiciário, é garantir proteção imediata a mulheres em situação de risco.

Entre as medidas mais aplicadas estão a proibição de contato e aproximação do agressor, o afastamento do lar e a suspensão ou restrição do porte de armas.

Para a juíza Cirlene de Assis, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid/TJTO), os números refletem um esforço permanente.

“Reduzir esse tempo exige esforço permanente. Os resultados mostram que a atuação articulada da rede de enfrentamento faz a diferença. Seguimos firmes na prevenção e no combate à violência doméstica e familiar no Tocantins”, destacou.

Ações educativas e presença nos municípios

Ao longo de 2025, a Cevid atuou em diferentes frentes, com foco tanto na repressão quanto na prevenção da violência. Entre as ações estão a inauguração do Banco Vermelho, a assinatura do Pacto pelo Fim da Violência de Gênero e atividades educativas, como as oficinas do projeto Banquinho Vermelho.

A coordenadoria também integrou a caravana JUS em Ação. Nas seis edições realizadas neste ano, foram inaugurados Bancos Vermelhos nas comarcas de Arapoema, Goiatins, Itaguatins, Novo Acordo, Xambioá e Wanderlândia, sempre nas cidades-sede.

“O banco representa uma luta real e permanente pelo fim da violência doméstica e familiar, e toda a sociedade precisa estar mobilizada”, afirmou a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal.

Além disso, equipes da Cevid realizaram oficinas do Banquinho Vermelho em escolas municipais, levando informações às famílias e incentivando o diálogo sobre a Lei Maria da Penha. Durante essas ações, também foi firmado o Pacto pelo Fim da Violência contra a Mulher com os municípios participantes.

Audiências, sentenças e julgamentos

O enfrentamento à violência contra a mulher também ganhou reforço durante as três edições da Semana Nacional Justiça pela Paz em Casa, realizadas em março, agosto e novembro de 2025.

No total, foram realizadas 773 audiências, proferidas 718 sentenças e julgados sete tribunais do júri em casos de feminicídio.

Balanço geral de 2025

  • 773 audiências realizadas

  • 718 sentenças proferidas

  • 7 júris em casos de feminicídio

Por edição:

29ª Semana Justiça pela Paz em Casa

  • 260 audiências

  • 214 sentenças

  • 1 júri

30ª Semana Justiça pela Paz em Casa

  • 247 audiências

  • 230 sentenças

  • 4 júris

31ª Semana Justiça pela Paz em Casa

  • 266 audiências

  • 274 sentenças

  • 2 júris

Proteção dentro do próprio Judiciário

As ações também alcançam mulheres que atuam no próprio Poder Judiciário. Por meio do Programa de Proteção, Acolhimento Humanizado e Solidário às Mulheres do Judiciário (PAHS), foram realizadas ações internas para incentivar o acolhimento institucional às vítimas de violência.

Em parceria com a Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), a Cevid promoveu três edições do curso de Prevenção e Defesa Pessoal Feminina em 2025.

Servidoras, magistradas, colaboradoras e estagiárias de diversas comarcas do estado participaram da formação, que teve carga horária de oito horas e abordou técnicas de autodefesa, percepção de riscos, além de aspectos legais e psicológicos ligados à violência contra a mulher.

Campanha contra o assédio no Carnaval

Durante o Carnaval de 2025, a Cevid realizou a campanha “Assédio Não é Paquera”, entre os dias 1º e 3 de março, em Palmas, Gurupi, Dianópolis, Tocantinópolis e Xambioá.

A iniciativa alcançou cerca de 3 mil pessoas, com a distribuição de materiais educativos e a divulgação dos canais de denúncia, reforçando a diferença entre uma abordagem respeitosa e o assédio sexual.

Comunicação para ampliar o debate

No Dia da Justiça, celebrado em 8 de dezembro, o TJTO lançou a campanha “Dia da Justiça – Presente na sua vida todos os dias”. A ação contou com vídeos protagonizados pela influenciadora tocantinense Alessandra Araújo, gravados em Aparecida do Rio Negro, com situações do cotidiano.

Um dos conteúdos abordou diretamente o enfrentamento à violência contra a mulher.

“A Justiça está do lado das mulheres, protege, acolhe e age quando mais precisa”, ressaltou Alessandra.

Mais informações sobre medidas protetivas e canais de apoio podem ser encontradas na página da Cevid, no site do TJTO.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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