A Polícia Federal lançou, na manhã de 30 de julho de 2025, a Operação Laranjada Suíça, com foco em um esquema de fraudes bancárias eletrônicas que já causou prejuízo de mais de R$ 318 mil a instituições financeiras, com destaque à Caixa Econômica Federal.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal do Tocantins, em distintas regiões do estado. Durante as diligências, agentes federais recolheram documentos, computadores e celulares, que passarão por perícia e análise técnica.
O principal alvo da investigação é um homem residente em Palmas (TO), cujos dispositivos eletrônicos foram utilizados para acessar contas bancárias de diversas vítimas — em sua maioria idosos — e promover transações não autorizadas por meio de engenharia social e phishing . Parte dos valores desviados foi transferida para contas de terceiros — os chamados “laranjas”, moradores de Vitória da Conquista (BA), cidade apelidada de “Suíça Baiana”, de onde veio o nome da operação.
De acordo com as autoridades, os golpistas aproveitavam vulnerabilidades, especialmente entre clientes mais velhos, para coletar dados sensíveis como senhas bancárias e informações pessoais, viabilizando as transferências fraudadoras.
O inquérito ainda está em segredo de Justiça, e a Polícia Federal prossegue com diligências complementares para identificar todos os envolvidos, rastrear o dinheiro desvios e responsabilizar os autores do esquema.
Contextualização e importância da operação
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O nome “Laranjada Suíça” remete diretamente ao município de Vitória da Conquista, conhecido como “Suíça Baiana”, onde foram identificados os receptadores das transações fraudulentas — as contas receberam recursos desviados por intermediários para dificultar rastreamento.
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A investigação ressalta o fortalecimento da atuação da PF no combate à criminalidade cibernética, particularmente em fraudes que exploram a vulnerabilidade de idosos por meio de engenharia social.
Próximos passos esperados
A investigação continuará sob sigilo, com novas buscas, análises forenses digitais e diligências judiciais para capturar outros envolvidos e mapear a abrangência da fraude. As autoridades ressaltam que eventuais novas ordens judiciais poderão ser cumpridas conforme se aprofundam as evidências.
Este caso reforça a urgência da adoção de medidas preventivas por parte das instituições financeiras e da sociedade para evitar golpes eletrônicos, sobretudo os que visam populações mais vulneráveis.








