Governo Federal reduz idade mínima para tratamento hormonal de jovens trans e amplia serviços de saúde especializados

Governo federal reduz idade mínima para tratamento hormonal de jovens trans e amplia serviços de saúde especializados
Também, foi informado um investimento de R$ 443 milhões para a ampliação dos serviços especializados em saúde para esse grupo

 

O Ministério da Saúde divulgou na última terça-feira, 10 , uma mudança significativa nas políticas públicas voltadas à população transgênero. Como parte do Programa de Atenção Especializada à Saúde da População Trans (Paes Pop Trans), o governo federal anunciou a redução da idade mínima para o início de tratamentos hormonais e bloqueadores de puberdade. Além disso, foi informado um investimento de R$ 443 milhões para a ampliação dos serviços especializados em saúde para esse grupo.

De acordo com a portaria publicada, adolescentes transgênero poderão iniciar o uso de hormônios a partir dos 16 anos, desde que tenham o consentimento dos pais. Antes, essa possibilidade era restrita a maiores de 18 anos.

Já os bloqueadores de puberdade, que atuam na interrupção do desenvolvimento de características sexuais secundárias, poderão ser administrados a partir dos 12 anos, caso seja identificado o início da puberdade.

De acordo com o ministério, essas mudanças têm como objetivo atender de forma mais precoce às demandas de jovens trans, garantindo o acesso a tratamentos seguros e respaldados por especialistas.

Procedimentos cirúrgicos irreversíveis

A portaria também alterou a idade mínima para a realização de cirurgias irreversíveis, como a mastectomia, que passou de 21 para 18 anos. Essa medida está alinhada com as orientações da Resolução 2.265/2019 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que regula os cuidados de saúde para pessoas trans no Brasil.

Inclusão e saúde especializada

O governo federal justificou as mudanças como parte de um esforço para ampliar o acesso da população transgênero à saúde pública e especializada.  Argumentou que as medidas visam oferecer mais acesso à saúde especializada e atender às necessidades da população trans de forma adequada e segura.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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