O assunto é emprego e empregabilidade. O que podemos aprender com o Téo

Ainda assusta a informação do aumento do desemprego no Brasil noticiada a todo instante nas diversas mídias, não me atrevo a relacionar dados estatísticos, pois vejo a situação diariamente nas minhas andanças e conversas informais em diversos grupos e locais com quem me relaciono.

 

Até aí tudo bem, mas busquemos entender a diferença entre emprego que é o ato de empregar verificada a relação trabalhista estipulada pela lei e, empregabilidade que é a possibilidade de conseguir um emprego, entendida como uma capacidade de colocação, recolocação e adaptação de profissionais em seus diversos perfis (habilidades/aptidões/formação técnica e cientifica).

 

Difícil no primeiro momento de entender o pensamento, mais ou menos assim, um trabalhador que sempre esteve empregado por seus méritos (conhecimentos), caso esteja desempregado no momento, tem dificuldade de obter uma relação de trabalho no mercado em virtude da alongada situação econômica nacional.

 

Não encabule, não é essa a finalidade do artigo, posso falar com propriedade que o emprego e desemprego ocorreram em todos os ciclos econômicos já conhecidos, podíamos estar preparados para tal acontecimento, na verdade podemos apenas reforçar nossas bases para estarmos em condições de empregabilidade constante.

 

Questão nada fácil.

 

Tais bases no meu entendimento são poupança, capacitação, ação e relacionamento, quando estamos empregados, para que em momento oportuno possamos usar essas ferramentas (R$,CONHECIMENTO,PESSOAS) como fator estratégico no caso de procura de emprego.

 

Relaciono o comentário dos dois parágrafos anteriores, com o caso do Téo (codinome), um amigo, ancião de longa data, pai, avô, aposentado, artesão , profissional de mão cheia, mecânico de máquinas pesadas de outrora, onde apenas existiam ferramentas manuais e boa vontade de solucionar problemas. Seu aprendizado foi baseado na observação e propostas de firmas famosas que englobavam em seus treinamentos boas vendas de seus maquinários, Téo aprendeu e aprendeu mesmo, sendo referencial na sua área de atuação e ótimo referencial para diversos outros profissionais e familiares, em especial seus filhos.

 

Bom, me chamou atenção quando conversávamos onde ele me disse que o principal aspecto de sua vida laboral foi perseverança (constância, firmeza), revela “naquela época rapa, não tinha celular, Zap,internet, muito menos Google, tínhamos que fazer, fazer e fazer”, será que somos perseverantes em 2017?.

 

Atualmente Téo têm mais de 80 anos, exímio jogador de dama e boníssimo para um bate papo descontraído, possui uma oficina improvisada na sua propriedade, onde conserta ventiladores, tanquinhos, amola alicates, produz pequenas peças e pensa  muito, aquele é um bom “professor pardal”.

 

Persistência é a dica dele e uma das minhas, pense, adaptação em outras áreas do conhecimento pode ser uma apelação, pois demanda tempo, para o quesito desempregado não tem tempo.

 

Milhares de Téos existem por aí, sedentos de orientar, acompanhar e até mesmo ensinar.

 

Você tem tempo para os Téos da vida?

 

Lembro quando por necessidade este colunista vendia porta latinha de isopor nas praias de Palmas-To, dava dinheiro, não esqueço dos princípios daquela atividade comercial.

 

Segue algumas situações que aconselho para nova oportunidade de colocação empregatícia:

 

A – procure se alegrar, muitos entendem como motivação, empresas buscam pessoas que se mostram motivadas;

B – fale de dar lucros em suas entrevistas de trabalho;

C – atualize sua rede de contatos, network, bem como seu cadastro no SINE de sua cidade;

D – cuide de seu visual externo, sem se descuidar do interno;

E – fale sempre a verdade sobre seus conhecimentos, se sabe fazer algo ótimo, caso contrário não invente;

F – pesquise forma atípicas de pedir emprego; (como! não sei)

G – cuidado em dizer que pode fazer de tudo, ou topa qualquer parada, isso é uma inverdade, pode causar transtornos também;

H – relacione suas práticas já consagradas com as novas práticas que podem ser aprendidas;

I – não perca tempo com murmúrio, vá para a rua (mercado de trabalho);

J – lembre do que seus pais lhe ensinaram, busque formas de obter renda transitória, quem sabe você gosta e abre um negócio (muita calma nessa hora);

L- para os profissionais liberais com nível superior, procure os entes públicos para credenciamento na prestação de serviços técnicos (credenciamento), neste caso procure a prefeitura de sua cidade;

M – estudo o mercado de atuação da empresa em que vai pedir emprego, não faça de forma aleatória, muitos não sabe sequer o ramo de negócios donde pede emprego...;

 

Lembrando que tais conselhos, são para aqueles que estão á procura de trabalho, no mais, alerto o reforço em poupança, muitos buscam emprego e não tem nem o dinheiro do passe do ônibus, outro alerta vai para profissionais de nível superior, aprenda a fazer algo simples (ex: como e onde você pode fazer uma diária de R$ 100,00 ?), aplique na praça que atua.

 

Como um contribuinte do texto e amigo (Ra...), disse “ em momentos de dificuldades surgem novos parâmetro, ações e visões positivas que ainda não conhecemos pois, quando uma porta se fecha janelas se abrem, basta crer em Deus, e abrir os olhos”.

 

Finalizando, tenho convicção da existência de muitas vagas de trabalho no país, até porque o mercado de trabalho é flutuante e sazonal, paciência, perseverança e muito apoio de familiares, amigos e conhecidos são fatores preponderantes para uma nova colocação laboral.

 

                Dado o recado que me serve também, Deus abençoe a todos.

 

ROGÉRIO LOPES, é crente em Jesus Cristo, Meneger Financial Personal, Administrador de Empresas, Especialista no Agronegócios,  Corretor de Imóveis e Perito Avaliador Imobiliário.  [email protected]  

 

Rogério Lopes, colunista JusTocantins - 18/02/2017

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