Finanças pessoais – Estudo de caso (Paaulo o visionário - caso fictício – acredite se quiser)

Boa ferramenta para os pesquisadores é o “estudo de caso”, no site http://www.insper.edu.br/casos/estudo-caso/, o leitor pode viajar neste conceito apropriando de seus resultados e aplicações cotidianas.

            Antes do detalhamento deste caso, pergunto o seguinte: Será que a crise econômica no Brasil está amenizada? Oculta? ou em pleno crescimento? Tenho minha visão, quem sabe este tema pode ser o foco do nosso próximo encontro textual.

            Vamos ao caso, Paaulo tem 24 anos, estudante universitário, trabalhador do país e muito certinho para o meu gosto, me procurou para orientação de como planejar suas finanças pessoais, detalhes acertados e partimos para nossos encontros.

            Detalhamos em etapas o processo de consulta, mais ou menos assim: começo, meio e fim (questionário, análise, relatório e ações), o processo de consultoria em finanças não tem feedback, se tal situação ocorrer, fazemos um novo plano, cada consultor com suas idéias, neste ínterim, esclareci o cliente que finanças pessoais é dinheiro mais comportamento (resultado assimilado e esperado), assim acrescentamos os objetivos de Paaulo.

            Sem delongas, Paaulo me disse que está no seu segundo emprego, recebe mensalmente R$ 2.200,00 mensais (bruto), faz bicos (trabalho adicional) em serviços de informática (300,00 mês), possui uma moto e uma poupança de R$ 7.600,00. (achei razoável para um jovem de 24 anos em 2016)

            O que foi evidenciado do cenário de Paaulo:

            Objetivos a curto prazo: lote, carro, notebook, viagem, ajudar os pais;

            Objetivos a curto médio prazo: noivado e casamento;

            Objetivos a longo prazo: construção/aquisição de uma casa própria e uma poupança de R$ 100.000,00.

            Objetivos a parte, não vou aprofundar no que seria curto, médio e longo prazo em teoria, haja vista que tal variação temporal é pessoal e especial no quesito pessoa e renda mensal.

            Detalhes do caso de Paaulo, mora com os pais, quer ajudar nas despesas de casa, faz faculdade pública é recatado, paciente, curioso e detalhista.

            Fazendo um paralelo, achei uma graça um rapaz da idade de Paaulo, com objetivos tão claros, palpáveis e legais, peço ao leitor para fazer uma reflexão em seus objetivos em finanças pessoais, pode ajudar, proponha novos arranjos em sua plataforma financeira, uma ótima brincadeira. 

            Seguindo, propus a Paaulo o seguinte:

            A – fazer uma planilha de suas receitas e gastos;

            B – depositar 15% de seus ganhos (líquido) na poupança por 6 meses para manter e hábito e após tal prazo depositar no tesouro direto (é necessário agente financeiro no começo ok)

            C – negociar com seus pais a parcela em R$ de ajuda em casa;

            D- procurar um agente de viagem e começar pagar sua viagem em parcelas suaves;

            E- traçar plano com sua namorada sobre o noivado e casamento de agora em diante;

            F – não emprestar dinheiro a ninguém e não falar que tem dinheiro depositado em lugar nenhum;

            G – esperar um ano no emprego, após comprar um carro de segunda mão ajeitado;

            H – sobre o lote, como ele quer construir, espere faça tudo de uma vez, ou compre uma casa pronta (projeto para pelo menos 5 anos);

            I – fortalecer os laços comportamentais (paciência e continuidade de ações), em relação ao trato com dinheiro para que seus planos sejam concretizados;

            J – reprogramar sua idéia de bicos, para uma atividade de geração de renda continua e responsável.

            Bom, são estas questões que posso relatar do caso de Paaulo, o que ficou evidenciado de importante para Paaulo, “as possibilidades que seu dinheiro pode lhe proporcionar”.

            Com a ferramenta “estudo de caso”, bem estruturado e com boas intenções, podemos traçar metas, objetivos e resultados, lembrando que sou adepto na afirmativa que as questões comportamentais aliada à renda contínua são premissas triviais quando o assunto é finanças da família e pessoais.

            As ações no caso de Paaulo estão esmiuçadas, agora ele sabe em “tese” o que fazer.

            Como observação no caso especifico de Paaulo, senti que havia comprometimento e vontade em nossas conversações, por isso não estabelecemos metas quantitativas (valores em R$), pois o que valeu para o cliente foram as questões comportamentais que deveriam ser monitoradas, vivenciadas, fomentadas e controladas para que o resultado esperado possa acontecer.

            Pesquise, estude, análise suas finanças pessoais, a solução em quase todos os casos estão conosco.

            Finalizando, consultores não podem dar respostas, podemos fomentar caminhos e montar cenários para ação e reflexão, no mais cada qual faz o possível em finanças pessoais.

Deus abençoe a todos.

ROGÉRIO LOPES, é crente em Jesus Cristo, tocantinense, portuense, palmense, Meneger Financial Personal, Administrador de Empresas, Instrutor de Cursos, Especialista no Agronegócios,  Corretor de Imóveis e Perito Avaliador Imobiliário.

[email protected]

Rogério Lopes, colunista JusTocantins - 07/06/2016

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