O que ele queria dizer – Reflexão em gestão empresarial (cenário nacional)

Preste atenção no que está acontecendo agora no cenário do seu negócio e busque reconhecer os sinais, reflita no caso a seguir.

Era um dia normal de um tempo real, a rotina era produtiva e fluía bem, no instalar do tempo tudo parou, a produção, maquinário, pessoal, todos estavam à deriva.

Perguntaram, seria o método produtivo ou a forma de pensar o negócio que estavam arcaicos, foi este o primeiro momento, na seqüência começou um conflito interno tipo, onde foi o erro, quem errou, onde está a falha, queriam culpados, que pensamento surreal.

Diziam, fomos negligentes em algum momento do ciclo empresarial, os sinais de aviso estavam pelos lados, à frente e por detrás, não tinham enxergado nada em meio ao turbilhão do que chamavam de dia após dia.

Viam repetidas manutenções no maquinário, extensas criticas construtivas dos colaboradores e observadores de plantão, relativas ao layout, estrutura fabril, concorrentes, fornecedores, produto, ninguém falava em diversificar, investir ou repentinamente migrar para outras áreas produtivas, falavam apenas em lucrar e lucrar.

Mas o que aconteceu, quem tinha chegado e não avisado, nada foi percebido, a certeza de que eram inteligentes, capazes e empreendedores, afloravam nas discussões e nada disso ajudou.

Já estava em adiantado o nível de falência empresarial, pararam tudo, revisaram o negócio, acionaram consultoria, verificaram possibilidades, desfizeram o possível, e por final, enxergaram saídas, mas o estrago já tinha ocorrido.

Contudo, não perderam a integridade moral.

Lembraram dos encontros informais onde era informal mesmo, tudo ia bem, comiam, bebiam, consumiam, agora pediam desculpas aos familiares, amigos, fornecedores e clientes, estavam arrebentados.

Sabiam que o negócio tinha levado anos para construir e pouco tempo para se desfazer, de várias situações lembravam, do começo, dificuldades, cuidados iniciais, o carinho, o traquejo cotidiano, tudo quebrado como estalar de dedos, “que tal começar de novo”, foi o que clareou como fogo.

Por aqui termino este caso, confesso, tive dificuldades de entender a mensagem, talvez o “ele”, sugerido no tema do artigo, poderia ser o mercado, a economia local, os clientes, fornecedores, a tecnologia, os gestores, o modo de viver, a concorrência, os colaboradores, realmente não sei, mas o texto não é para entender é para refletir.

Como está seu negócio hoje, serve o pensamento das entrelinhas do texto, diante da mensagem, afirmo é sim possível começar de novo, sei que é difícil e quem está preparado.

Perceba que não cometi o equivoco de culpar ninguém (agentes econômicos), e sim os acontecimentos não observados por gestores bem resolvidos, o cenário muda, rever e verificar nossa atividade empresarial adianta no médio e longo prazo, mas é o curto prazo, o que fazer.

Conceitos comerciais e pessoais têm ou não saído de cena no cenário econômico nacional, acho que não, palavras de ordem como liderança, ação e confiança, podem ser bons atacantes, quando lidamos com “crise” iminente ou já instalada.

Não tenho respostas, só monto cenários para ação e reflexão, pensa para frente Brasil, sou patriota e confio no país, olhar para as formigas pode ser uma boa aula do que fazer.

Deus abençoe a todos.

ROGÉRIO LOPES, é crente em Jesus Cristo, Meneger Financial Personal, Administrador de Empresas, Especialista no Agronegócios,  Corretor de Imóveis e Perito Avaliador Imobiliário.

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Rogério Lopes, colunista JusTocantins - 31/03/2016

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