Por que eles estavam com o ar condicionado do carro desligado. Ação no Orçamento Familiar (FINANÇAS DA FAMÍLIA)

Recentemente me chamou atenção no trânsito carros que possuem o acessório de ar condicionado transitando com os vidros descidos, comecei a pesquisar e conversando com alguns proprietários, respostas surgiram sintetizadas em “estamos com o ar do carro desligado para que o carro consuma menos combustível”.

Se a moda pega talvez o preço do combustível reduzisse, resposta simples com repercussão no dinheiro da família, idéia deste artigo.

Pessoas me procuram para comentar suas ações para minimizar o impacto financeiro em suas despesas, nem sempre tenho um conselho razoável, pois minha convicção é que as questões relacionadas a finanças pessoais e consumo são comportamentais, coisa pessoal.

No meu traquejo em finanças, me chama atenção à simplicidade das ações/medidas tomadas por muitas pessoas para constituir a redução de suas despesas, infiro que são poucas e fragmentadas e poderiam ser paulatinas e constantes, observação para os que precisam conhecer, monitorar e controlar suas receitas e despesas com vistas ao dia de amanhã.

Nesta ótica, fiz um pequenino questionário com algumas pessoas (renda entre 1 a 10 salários mínimos do Brasil), com as seguintes perguntas “Que dicas você pode sugerir para administrar suas finanças? Você teve um período de endividamento, como foi superado? Na pratica o que você está fazendo para economizar nos seus custos direto e indiretos? Você teria coragem de desfazer de um bem para quitar suas dividas? Como você mobiliza sua família em prol ao orçamento familiar?  Peço que você responda.

Percebeu tem muito a palavra “você” nos questionamentos, afirmo que é possível equilibrar suas finanças, sair do endividamento e direcionar ações financeiras para objetivos felizes em seu orçamento familiar. 

Volto ao caso dos proprietários de carros que estão trafegando com o ar condicionado desligado, acho correta a ação, evidente que em determinados momentos eles ligam o ar e se alegram, faço isso direto, mas faço uma pergunta: será que falta ação nas famílias para fomentar o consumo consciente no Brasil?

Não tenho a resposta, no meu caso ponho muitas ações em prática e estamos vivendo bem.

Outro dia, uma cidadã disse que mudou suas rotinas de viagem, tipo, ano sim, ano não, de cara entendi a situação, como tenho liberdade com a pessoa, disse que acho pouco o que ela está fazendo, sugeri dizendo, tem muito “sapato novo no guarda-roupa que pode ser usado”, basta ter percepção, pensei nesta narrativa e resumo em duas palavras-chave adequação e percepção.

Veja, custos fixos e variáveis vão sempre ocorrer nos orçamentos das famílias, quem precisa tem que se adequar e ter percepção que mudar o comportamento de consumo pode ser pelo menos razoável, faça um teste.

Para os que precisam de orientação em finanças da família digo, vestuário, alimentação, saúde, lazer, socialização, qualidade de vida, educação profissional, festividades, caridade, temos que nos adequar, falo isso com tranqüilidade de quem já esteve endividado, dei a volta por cima e sugere a educação financeira, como armadura, escudo, tanque, porta-aviões, submarino, canhão, fuzil e espada, como mecanismo de defesa econômica e social, para pessoas, empresas e governo. 

Quase concluindo, acabar com as despesas ou investimentos não é o objetivo do orçamento familiar, muito menos o meu, não existe tal possibilidade ou expectativa no que tange a finanças, meu trabalho e sondar proposituras práticas e usuais para as famílias (solteiros, casais e aposentados) no uso do dinheiro, compreendo que somos inteligentes, ativos e empreendedores (somos brasileiros), portanto é possível enfrentar com “N” possibilidades a crise tão falada em nossos dias.

Penso que educação financeira, orçamento familiar e investimentos pessoais, deveriam estar nas pautas das ações nas escolas, famílias, empresas e governo no Brasil, haja vista que quase tudo que fazemos envolve recursos financeiros, portanto, devemos ter bastante atenção na situação econômica das famílias e prudência sempre ajuda nas decisões relativas a finanças.

 

Deus abençoe a todos e gaste bem.

 

ROGÉRIO LOPES, é crente em Jesus Cristo, Meneger Financial Personal, Administrador de Empresas, Especialista no Agronegócios,  Corretor de Imóveis e Perito Avaliador Imobiliário.

[email protected]

Rogério Lopes, colunista JusTocantins - 10/03/2016

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