Mudança em áreas protegidas traz novas regras para turismo e lazer no Tocantins

Mudança em áreas protegidas traz novas regras para turismo e lazer no Tocantins
Foto: Carlos Eller/Governo do Tocantins

 

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) teve papel importante na criação de novas regras para o uso de Áreas de Preservação Permanente (APPs) no estado. Essas áreas incluem margens de rios, nascentes e locais sensíveis ao meio ambiente.

A atuação do MP ajudou diretamente na publicação da Resolução nº 143/2025, do Conselho Estadual do Meio Ambiente (COEMA), divulgada em dezembro. A medida também atende a uma ação civil pública movida pela Promotoria de Justiça de Tocantinópolis.

Antes da nova norma, havia muita dúvida sobre o que podia ou não ser feito nas APPs. Balneários, áreas de lazer e empreendimentos turísticos funcionavam sem regras claras.  Isso gerava dois problemas: risco ao meio ambiente e insegurança para quem queria trabalhar de forma legal.

Relatórios técnicos do MP apontaram falhas em licenciamentos ambientais, obras irregulares em áreas protegidas e a ausência de uma norma estadual específica para atividades de baixo impacto, como prevê o Código Florestal.

Justiça pressionou pela regulamentação

Segundo o promotor Saulo Vinhal, essas falhas levaram o MP a acionar a Justiça. O Judiciário cobrou explicações do COEMA sobre a criação das regras, o que acelerou a conclusão da resolução.

Trabalho técnico ajudou na construção da norma

O Centro de Apoio Operacional do MP acompanhou de perto as discussões técnicas e ajudou a definir critérios para atividades como:

  • Balneários

  • Turismo ecológico

  • Áreas de lazer

  • Trilhas ambientais

O foco foi permitir o uso responsável, sem prejudicar o meio ambiente.

O que a nova resolução permite

  • Trilhas de até 2 metros

  • Pequenos ancoradouros

  • Passarelas de madeira

  • Rampas para barcos

  • Moradias para agricultores familiares

Tudo precisa de licença ambiental e deve respeitar limites para evitar danos à natureza.

Regras para balneários antigos

  • Ter fossas sépticas fora da APP

  • Usar técnicas de conservação do solo

  • Recuperar áreas degradadas

Se houver danos ambientais, será exigido um plano de recuperação.

Proteção ambiental com segurança jurídica

As APPs existem para proteger rios, solos e a biodiversidade. Com as novas regras, o Tocantins busca equilibrar preservação ambiental e desenvolvimento econômico.  “O objetivo é proteger os rios e dar segurança a quem quer trabalhar de forma correta”, destacou o promotor Saulo Vinhal.

A ação civil pública que motivou a regulamentação segue em andamento na 1ª Vara Cível de Tocantinópolis.

 

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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