O mês de janeiro marca o Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase e é dedicado à conscientização sobre a doença infecciosa crônica que atinge principalmente a pele e os nervos. No Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) aderiu à campanha Janeiro Roxo, do Ministério da Saúde, que em 2026 traz o tema “Janeiro a Janeiro: vencer a hanseníase é cuidar do Brasil o ano inteiro”.
A campanha é nacional, realizada em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), e tem como foco incentivar o diagnóstico precoce, ampliar o acesso ao tratamento, combater o estigma e reforçar a vigilância, especialmente entre crianças e adolescentes.
O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de novos casos de hanseníase e é classificado como país de alta endemicidade. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram os maiores índices.
Em 2025, o Tocantins registrou 807 novos casos, sendo 33 em menores de 15 anos, o que reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção e acompanhamento.
Programação prevê ações nos municípios
A técnica da coordenação estadual da hanseníase, Dany Monteiro, explicou que a SES-TO dará suporte aos municípios durante todo o mês. “A SES-TO irá apoiar os municípios durante todo o mês de janeiro, em campanhas, informes, divulgação e eventos”, afirmou.
Ela destacou ainda ações específicas, como o Dia D da Hanseníase, em Palmas, no dia 17, e a I Corrida Nacional de Todos Contra a Hanseníase, em Porto Nacional, no dia 23. “Nos dias 29 e 30 estaremos participando, em Brasília, do encontro nacional da campanha promovido pelo Ministério da Saúde”, completou.
“Esta iniciativa integra um esforço contínuo de enfrentamento da hanseníase, articulando ações de vigilância, atenção à saúde, comunicação, educação e redução do estigma”, finalizou.
Principais sinais da doença
Entre os sintomas estão manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamento ou dormência, diminuição da força muscular e áreas da pele sem suor.
Tratamento é gratuito e tem cura
A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS, nas unidades básicas de saúde. O diagnóstico precoce facilita o tratamento e reduz as sequelas. Para contatos próximos de pacientes, a vacina BCG é indicada como forma de proteção.









