A Polícia Civil do Tocantins finalizou uma investigação que apontou um homem de 32 anos como responsável por um esquema de extorsão em Palmas. O inquérito foi conduzido pela Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) e já foi encaminhado à Justiça para análise.
Segundo as apurações, o suspeito atuava como agiota, emprestando dinheiro de forma ilegal e cobrando os valores com ameaças.
As vítimas relataram que o homem fazia cobranças por meio de ligações e mensagens em aplicativos, usando tom agressivo e intimidador. Em alguns casos, ele também procurava as pessoas pessoalmente para pressionar pelo pagamento.
As ameaças iam além da cobrança de dívidas. Ele dizia que poderia prejudicar filhos, matar animais de estimação, divulgar informações pessoais e até envolver familiares das vítimas, como pais, cônjuges, ex-sogras e cunhadas.
Para a Polícia Civil, esse tipo de comportamento ultrapassa qualquer cobrança comum e configura extorsão, já que envolve medo, coação e sofrimento psicológico.
Prisão no aeroporto de Palmas
O suspeito foi preso no dia 19 de novembro de 2025, no aeroporto de Palmas, após decisão da Justiça. A prisão ocorreu depois de representação feita pela equipe responsável pela investigação.
Provas reunidas durante o inquérito
Ao longo do trabalho policial, foram analisados registros de ocorrências, conversas em aplicativos, comprovantes de transferências bancárias e depoimentos de vítimas e testemunhas.
O investigado chegou a prestar depoimento e negou as acusações, apresentando sua própria versão dos fatos. Contudo, as provas reunidas confrontaram o que foi dito por ele.
Agiotagem também é crime
O delegado responsável pela investigação, Wanderson Queiroz, explicou que emprestar dinheiro de forma informal, cobrando juros abusivos, já é crime por lei. Quando a cobrança envolve ameaça ou violência, o caso passa a ser tratado como extorsão.
Segundo ele, pequenos crimes como esse podem evoluir para práticas mais graves, envolvendo organizações criminosas, sequestros, torturas e até homicídios.
A Polícia Civil reforça que pessoas que estejam passando por situações parecidas devem procurar os canais oficiais de denúncia. O registro ajuda a responsabilizar os autores e evita que a violência aumente.










