Seduc e ONG Repórter Brasil promovem formação sobre trabalho escravo

O Tocantins foi citado como referência pelas atividades preventivas em relação ao trabalho escravo, pela coordenadora da Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil, Natália Suzuki, durante a abertura da formação continuada sobre o tema do trabalho escravo contemporâneo. A formação teve início nesta segunda-feira, 19, por meio de ferramentas virtuais e estão participando professores e técnicos das Diretorias Regionais de Educação (DREs) de Arraias, Miracema, Pedro Afonso, Guaraí, Dianópolis e Palmas, bem como servidores da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc).

“O Tocantins é um estado estratégico no contexto nacional, pelo número de casos de trabalho escravo. E essa parceria com a Seduc é fundamental para desenvolvermos ações de prevenção. Encontramos na Educação uma estrutura organizada e com condições de realizarmos um trabalho com mais resultados”, ressaltou Natália Suzuki.

A formação está sendo realizada pela ONG Repórter Brasil, por meio do programa educacional Escravo Nem Pensar. O objetivo é promover atividades educativas de prevenção ao problema, nas escolas da rede estadual do Tocantins. Estão participando da formação, profissionais do setor de currículos e de assessoria às escolas, que serão multiplicadores da metodologia e dos materiais elaborados sobre o tema.

Essas ações de prevenção ao trabalho escravo, mediadas por atividades da área da educação, estão sendo realizadas no Tocantins por meio de parcerias entre a Seduc, a Secretaria da Cidadania e Justiça, o Ministério Público e a ONG Repórter Brasil.

Na solenidade de abertura da formação, a superintendente de Educação Básica da Seduc, Markes Cristiana Oliveira, ressaltou a importância do momento. “A nossa tarefa é fazer com que a educação aconteça de fato em todos os setores da sociedade, promovendo os valores de cidadania e novas oportunidades para os estudantes”, frisou.

A formação será composta por três módulos, os quais compreenderão sete encontros em formato virtual, sendo que o primeiro deles ocorrerá nos dias 19, 20 e 27 de abril de 2021. Nessa ocasião, serão referenciados materiais didáticos e fornecidas orientações pedagógicas para a implementação do projeto nas escolas.

Esta é a segunda edição do projeto no Tocantins. Em 2018, a ONG Repórter Brasil e a Seduc desenvolveram o projeto Escravo nem Pensar, em 287 unidades escolares, localizadas em 92 municípios do Tocantins.

Multiplicadores

A educadora Maria Rita Rodrigues Amaral, que atua como assessora da Educação de Jovens e Adultos, Escola do Campo, Quilombola e Diversidade da Diretoria Regional de Educação de Guaraí, comentou sobre o trabalho que a escola poderá realizar. “O projeto Escravo Nem Pensar é interessante e necessário de ser trabalhado nas unidades escolares. Sabemos que, de forma camuflada, o trabalho escravo continua acontecendo ao nosso redor. Temos casos de estudantes e familiares que são explorados em formas de trabalho análogo ao escravo. Situações como essas, inclusive, levam os alunos à evasão escolar”, exemplificou Maria Rita.

Para Evelyn Monique dos Santos, assessora de Educação Integral da DRE de Miracema, foi um privilégio participar das discussões sobre o trabalho escravo. “Agradecemos por esta oportunidade que a Seduc está nos proporcionando com o projeto Escravo Nem Pensar, que dará visibilidade a essas ações preventivas realizadas nas escolas. O trabalhador precisa ter conhecimento para identificar quando está sendo aliciado. A partir dessa formação, iremos orientar e ajudar os professores a desenvolverem suas atividades com os conteúdos relacionados ao tema”, ressaltou.

Josélia de Lima/Governo do Tocantins - 19/04/2021

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