Mitos e Heróis da nossa História

Karl Marx, a maior referência em história social, relata que não existe história sem mitos e heróis, Hegel em seu livro filosofia do Direito ressalta que a história não é um processo anônimo que sucede sem os indivíduos acima deles ou reduzindo-os a meros instrumentos da astúcia da razão. Ele enfatiza ainda que a figuras de heróis é uma herança da Grécia antiga. 


São personagens, geralmente homens de Estado ou políticos, responsáveis que em determinadas épocas se notabilizaram pelo relato de datas e feitos, esses protagonistas acabam deixando um legado de heroísmo.


Na obra "Os heróis: o culto dos heróis e o heróico na História", escrita em 1841, Carlyle defendia que a história da humanidade era fruto dos grandes homens. Eles seriam os símbolos de todas as lutas e conquistas. Em muitas destas narrativas, a exagerada glorificação dos personagens era envolvida por um discurso ficcional e místico-religioso.


No Brasil, o culto aos heróis nacionais esteve sempre associado à recuperação de um passado glorioso. No caso, do Estado do Tocantins, vários personagens históricos são lembrando até os dias atuais como verdadeiros heróis de nossa história, gente como o português Theotônio Segurado, seu desejo de criação do Tocantins não virou realidade, mas mesmo assim fez história e, em homenagem ao personagem, a principal avenida de Palmas leva o seu nome – que carrega o nome da principal Avenida de Palmas.


Somando a lista José Vieira Couto de Magalhães, o pai da navegação do Araguaia, Dom João VI, que criou a Comarca do Norte, o político nortense João D´Abreu, o Brigadeiro Lysias Rodrigues, o juiz Feliciano Machado Braga - responsável por organizar uma grande marcha na década de 1960 e percussor da massificação do movimento separatista.


Trajano Coelho Neto e Jaime Câmara, ambos carregam uma história de luta e de realizações como político e empresário, Francisco Ayres o doutor Chiquinho, Bernardo Sayão o construtor da Belém-Brasília, O bispo Dom Alano Marie Du Noday com seus sermões românticas deixou nas almas sertanejas a educação religiosa e humanística e o Siqueira Campos – que como legislador lutou pela criação do Tocantins durante várias décadas. Todos eles, deixaram um grande legado na luta pela criação, seus feitos foram tão importantes que acabamos esquecendo o seu lado obscuro pela causa revolucionária.

Júnio Batista, professor autor de livro sobre a historia e geografia do Tocantins e membro da academia de letras de Palmas - 08/07/2021

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