Após corpo ficar sem refrigeração no HGP, governo firma termo para reforçar e reestruturar o IML

Após corpo ficar sem refrigeração no HGP, governo firma termo para reforçar e reestruturar o IML
Foto: Antônio Gonçalves/Secom-TO

 

O Governo do Tocantins iniciou, nessa segunda-feira, 5 , uma articulação entre as secretarias da Segurança Pública (SSP) e da Saúde (SES) para melhorar o funcionamento do Instituto de Medicina Legal (IML) e do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). A reunião ocorreu no Palácio Araguaia e atendeu a uma determinação do governador Wanderlei Barbosa.

A proposta é formalizar um termo de cooperação entre as pastas para dar mais agilidade, estrutura e dignidade aos atendimentos prestados às famílias.

Como medida imediata, ao menos sete geladeiras mortuárias do IML de Palmas serão adaptadas para funcionar como freezers de longa duração. Os equipamentos permitirão a conservação de corpos por até seis meses e serão custeados com recursos do Tesouro Estadual.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, os equipamentos seguem padrões técnicos do Ministério da Saúde. “São equipamentos modernos, adquiridos conforme as especificações do SVO e cedidos pela SES, que vão atender plenamente às necessidades do IML”, afirmou.

Falta de médicos e medidas emergenciais

Enquanto o novo concurso da SSP não é realizado com previsão de 60 a 69 vagas para médicos legistas, o termo de cooperação prevê o apoio de médicos da rede estadual de saúde para auxiliar nos procedimentos de liberação de corpos.

A ideia é reduzir a sobrecarga no IML e padronizar os fluxos de atendimento em todo o estado.

Protocolos para remoção de corpos sem identificação

Outro ponto definido foi a criação de protocolos específicos para agilizar a remoção de corpos sem identificação, evitando atrasos. Atualmente, o IML atua nos casos com suspeita de crime, enquanto o SVO é responsável por mortes naturais.

Caso de corpo sem refrigeração motivou ação do MP

No sábado, 3 , o Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de urgência após um corpo permanecer por horas sem refrigeração adequada no Hospital Geral de Palmas (HGP).

A Justiça reconheceu a gravidade da situação e determinou que o Estado adote medidas imediatas, sob pena de multa.

Idoso ficou sem recolhimento por falha estrutural

O caso envolve um idoso de aproximadamente 80 anos, que morreu na madrugada de sexta-feira, 2 , após internação na UTI do HGP. Sem documentos e com as câmaras frias do IML inoperantes, o corpo não pôde ser recolhido, nem conservado adequadamente.

Para o MP, a situação fere a dignidade humana e representa risco à saúde pública. “A permanência de um corpo em decomposição dentro de um hospital pode afetar pacientes, profissionais de saúde e visitantes”, afirmou o promotor Paulo Alexandre de Siqueira.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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