As buscas por dois presos considerados de alta periculosidade, que fugiram da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins, continuam, sem registro de recaptura até esta segunda-feira, 29.
Entre os fugitivos está Renan Barros da Silva, de 26 anos, condenado a 72 anos de prisão e apontado como autor de uma série de homicídios. O outro é Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, que também cumpre pena por assassinato.
De acordo com informações repassadas pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), a fuga aconteceu durante a noite de quinta-feira, 25. Os detentos conseguiram serrar as grades de uma das celas e escaparam pelo alambrado da unidade prisional.
Para sair do local, eles utilizaram uma corda improvisada feita com lençóis. A ausência dos presos só foi percebida na manhã seguinte, durante a conferência de rotina.
Foragidos ligados ao PCC
Segundo a SSP, os dois homens fazem parte da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e cumpriam pena em regime fechado por homicídios e outros crimes graves.
As forças de segurança permanecem mobilizadas na região sul do estado, mas, até o momento, não houve registro de capturas.
Condenação de Renan Barros
Renan Barros da Silva ganhou notoriedade após matar três homens e ferir outro em Araguaína, no norte do Tocantins. À época, o Ministério Público o classificou como uma “pessoa sádica” com um “prazer repugnante de matar”.
Em 2023, ele foi condenado a 72 anos de prisão por três homicídios duplamente qualificados e pelo crime de ocultação de cadáver.
Histórico criminal do segundo foragido
Gildásio Silva Assunção acumula quatro condenações na Justiça, incluindo homicídio. A soma das penas atribuídas a ele chega a 46 anos de prisão.
Investigação interna e reforço na unidade
A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que os dois presos haviam sido transferidos de pavilhão recentemente e, no dia da fuga, estavam em uma cela separada por questões disciplinares.
A pasta afirmou que determinou a abertura imediata de um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da fuga e investigar “como os materiais foram introduzidos na cela”. A segurança da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, segundo a Seciju, foi reforçada após o ocorrido.







