Moradores de Aurora do Tocantins, no sudeste do estado, enfrentam dias difíceis por causa da falta de água. Desde a última sexta-feira, o abastecimento foi interrompido e muitas famílias estão há vários dias sem água em casa. Em alguns pontos da cidade, o problema já dura quase uma semana.
Segundo informações repassadas por moradores, a paralisação aconteceu após uma falha na parte elétrica que mantém o sistema de captação e distribuição funcionando. No entanto, a situação já vinha preocupando a população antes disso. Durante todo o mês, o fornecimento de água apresentou falhas constantes, com quedas frequentes e retorno sem aviso, o que aumentou a insatisfação e o medo de um colapso maior.
Sem água nas torneiras, muitas pessoas passaram a buscar alternativas improvisadas. Algumas famílias estão usando água de rios para tarefas básicas, como lavar a casa e cuidar da higiene pessoal. Essa prática preocupa, pois pode trazer riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.
Os impactos não ficam apenas dentro das casas. Unidades de saúde e hospitais do município relatam dificuldades para manter a limpeza adequada, o que gera alerta para possíveis problemas de saúde pública. O setor de turismo também sente os efeitos da crise. Pousadas e hotéis afirmam que hóspedes têm reclamado da falta de água e, em alguns momentos, até da ausência de energia elétrica, causando transtornos e prejuízos.
A situação acaba prejudicando a imagem da cidade e afeta a economia local, já que serviços básicos são fundamentais para quem vive e para quem visita o município.
A revolta da população aumenta diante da postura da concessionária responsável pelo abastecimento, a ATS. Moradores reclamam da falta de explicações claras e dizem que não receberam informações sobre quando o serviço será normalizado. O silêncio da empresa tem causado sensação de abandono e aumentado as críticas sobre a forma como um serviço essencial está sendo conduzido.
A crise em Aurora do Tocantins mostra a fragilidade da estrutura de abastecimento da cidade e levanta questionamentos sobre a capacidade de resposta em situações de emergência. Em um cenário que afeta diretamente a saúde, a economia e o bem-estar da população, a demora em apresentar soluções e a falta de comunicação só agravam ainda mais o problema.
Enquanto a água não volta de forma regular, os moradores seguem vivendo dias de incerteza, aguardando não apenas o retorno do abastecimento, mas também respostas e providências concretas dos responsáveis.








