Renan Barros da Silva, um dos dois detentos que fugiram da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins nesta quinta-feira (25), já havia sido condenado a uma pena superior a 72 anos de prisão. A sentença foi definida em março de 2023 pelo Tribunal do Júri da Comarca de Araguaína, após o julgamento de crimes graves cometidos no norte do estado.
De acordo com a decisão da Justiça, Renan foi responsabilizado por três homicídios qualificados, uma tentativa de homicídio e ocultação de cadáveres. Os crimes aconteceram na madrugada do dia 27 de maio de 2021, por volta de 1h30, em uma rotatória localizada entre a Rua Beira Lago e a Avenida Filadélfia, no Setor Oeste de Araguaína.
Conforme apurado durante o processo, o condenado agiu com intenção clara de matar. As vítimas foram surpreendidas em uma emboscada e não tiveram chance de se defender. Três homens morreram após serem atingidos por disparos de arma de fogo. Depois do crime, os corpos foram escondidos, numa tentativa de dificultar o trabalho da polícia.
No mesmo episódio, uma quarta pessoa também foi alvo dos tiros. Os disparos, porém, atingiram apenas a motocicleta, permitindo que a vítima escapasse e pedisse ajuda à Polícia Militar. O caso foi investigado e levado a julgamento, onde o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e as circunstâncias que agravaram os crimes.
A juíza responsável pelo julgamento, Nely Alves da Cruz, manteve a prisão preventiva do réu, entendendo que ele representava risco à sociedade. A pena inicial, que era de 16 anos, foi aumentada após a análise dos agravantes, chegando ao total de 72 anos, cinco meses e um dia de reclusão, em regime fechado.
Mesmo com a condenação elevada, Renan conseguiu fugir do presídio junto com Gildásio Silva Assunção. Informações preliminares apontam que os dois serraram as grades da cela e usaram lençóis amarrados para deixar o local durante a madrugada. As autoridades informaram que ambos são ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital e passaram a ser considerados foragidos.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que as buscas continuam em andamento e que as forças policiais seguem mobilizadas na região. A população pode ajudar repassando informações, de forma anônima, pelos telefones 190, 197 ou diretamente para a Central de Flagrantes de Gurupi, no número (63) 3312-4110.









