Governador Wanderlei Barbosa celebra avanço da hidrovia Araguaia-Tocantins e economia no escoamento de grãos

 

Uma autorização do Ibama concedida nessa segunda-feira, 26 , ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) liberou o início das obras de derrocamento no trecho do Pedral do Lourenço, no rio Tocantins. A intervenção será feita ao longo de 35 quilômetros entre Santa Teresinha do Tauiri e a Ilha do Bogéa, ambos no estado do Pará, e deve permitir a navegação durante todo o ano inclusive em épocas de estiagem com foco na implantação da hidrovia Araguaia-Tocantins.

O governador Wanderlei Barbosa afirmou que a liberação representa um passo decisivo para o desenvolvimento logístico do Tocantins. Segundo ele, “o Ibama acaba de emitir a licença de instalação referente ao derrocamento do Pedral do Lourenço, no estado do Pará. Esta importante obra, com investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão e prazo de 18 meses para execução, permitirá a navegação pelo rio Tocantins até o município de Praia Norte, viabilizando o escoamento da produção do Cerrado brasileiro pelo oceano Atlântico, por meio da hidrovia Tocantins-Araguaia. Isso reforça ainda mais o potencial logístico do nosso estado”.

A hidrovia do Tocantins está localizada em uma das regiões mais produtivas do país e, segundo dados do governo federal, a rota tem potencial para transportar mais de 20 milhões de toneladas por ano. A expectativa é que a infraestrutura reduza custos com transporte e fortaleça a integração entre o Norte e o Centro-Oeste do Brasil.

Licença ambiental foi discutida por uma década

A tramitação para a liberação da obra começou em 2014. Agora com a licença emitida, o derrocamento do Pedral do Lourenço poderá finalmente sair do papel. A técnica envolve a retirada de rochas no fundo do rio, com o objetivo de ampliar a profundidade e largura do canal de navegação, garantindo maior segurança para as embarcações.

Exigências ambientais e compensações

A licença ambiental é válida por cinco anos e inclui diversas condições. Entre elas estão a proibição de retirada de vegetação nativa, a proteção da fauna local e a execução de 32 programas ambientais, que incluem ações educativas. O Dnit também terá de investir pouco mais de R$ 4,8 milhões em compensações ambientais como parte das obrigações previstas.

Foto de Flávia Ferreira
Flávia Ferreira
Flávia Ferreira exerceu diversas funções no campo da comunicação ao longo de sua trajetória profissional. Iniciou como arquivista de texto e imagem evoluindo para a posição de locutora de rádio. Ao longo do tempo, expandiu a atuação para a área de assessoria de comunicação, desempenhando papéis importantes em órgãos como a Secretaria da Comunicação (Secom), Detran e a Secretaria da Administração (Secad), no Tocantins. Flávia Ferreira é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins - UFT
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