Nesta quarta-feira, 3 , três policiais penais foram alvo de mandados de busca e apreensão, suspeitos de ligação com uma organização criminosa. A Delegacia de Investigações Criminais de Gurupi (Deic) está conduzindo a investigação, que já dura quase dois anos.
A operação visa desmantelar um grupo envolvido no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Gurupi, com ramificações em outras cidades do Tocantins e em quatro outros estados. Além de cidades do Tocantins, o Goiás (Goiânia, Anápolis e Água Lindas), em Santa Catarina (Camboriú), no Pará (Belém) e no Maranhão (Imperatriz).
Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e as armas funcionais dos policiais penais suspeitos. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ação teve como objetivo cumprir 37 mandados de busca e apreensão.
Também, 13 mandados de prisão preventiva, além de ordens de fechamento de estabelecimentos comerciais e bloqueio de contas bancárias. Os policiais penais não foram presos, mas tiveram seus equipamentos apreendidos.
Mandados Cumpridos em Diversos Locais
No Tocantins, os mandados foram executados em Palmas, Gurupi, Figueirópolis e Peixe. Também, ordens judiciais foram cumpridas nos estados de Goiás, Santa Catarina, Pará e Maranhão. Durante a operação, além de drogas, foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos.
Até às 10h, dez mandados de prisão preventiva já haviam sido cumpridos e seis pessoas foram presas em flagrante. “Nosso foco é combater uma organização criminosa em atividade no município de Gurupi e região, que já movimentou durante este período, a quantia de R$ 4,5 milhões por meio do tráfico de drogas e outras práticas criminosas”, explicou o delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque.
Os mandados de busca e apreensão tinham como objetivo a coleta de documentos, drogas, armas de calibre restrito, veículos e outros itens de interesse para a investigação.