PMs do Pará interditam rodovia em protesto

Resenha - Exército Brasileiro - 07/04/2014

Grupo faz paralisação descontente com reajuste salarial aprovado na Assembleia

BELÉM - Praças da Polícia Militar do Pará descontentes com a aprovação na Assembleia Legislativa do estado (Alepa) de uma política de remuneração dos oficiais da PM e do Corpo de Bombeiros passaram a fazer manifestações desde a última quarta-feira, quando o projeto foi votado na Casa. Apesar de estarem paralisados, eles negam o estado de greve.

Ontem, mais de 20 viaturas foram retidas por policiais aquartelados no 6º Batalhão da PM, no km 7 da BR-316. O comandante do Policiamento Metropolitano, coronel Sérgio Alonso, foi ao local pedir a liberação dos veículos, o que foi negado pelos manifestantes. Na última quinta-feira, PMs já haviam protestado e interditado parcialmente a rodovia. A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Pará afirma que cerca de 600 policiais integram a paralisação, mas a assessoria da PM informa que são 70.

O projeto aprovado na Assembleia e que gerou revolta dos praças estabelece que, no período de 2014 a 2018, o reajuste dos oficiais chegará a 110% no final, mas começando com 11% agora. A proposta corrigiria uma defasagem que vem desde 2005. Os praças das duas corporações queriam a aprovação da emenda do deputado Parsifal Pontes (PMDB) que previa a isonomia das categorias. O dispositivo foi rejeitado.

A manifestação ganhou apoio dos PMs no interior do estado. Em Altamira, no Sudoeste do Pará, onde os policiais pedem novas viaturas e combustível para os carros, os manifestantes ficaram dentro do quartel e homenagearam um soldado que morreu trabalhando. Já em Itaituba, na mesma região, os praças passaram o dia em frente ao batalhão. Em Santarém, no Oeste do estado, os agentes levaram até as famílias para dentro do quartel e impediram a saída de viaturas do local. O ato foi pacífico.

Em nota publicada em seu site, a PM do Pará informa que "o governo do estado lamenta os transtornos causados à população pelo movimento de um grupo de policiais militares que impediu o trânsito de veículos na BR-316" e "o uso político- partidário do movimento". A PM diz que o movimento tem como base suposições falsas, de que os praças não terão aumento salarial este ano.

Segundo a corporação, os praças têm garantido, desde 2006, o reajuste anual em janeiro, nos mesmos índices do salário mínimo. A nota diz que o soldo dos praças teve aumento acumulado de 395% desde 2005, enquanto o dos oficiais, de 160%.

O GLOBO tentou contato com a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, mas ninguém atendeu as ligações.

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