Gestão da riqueza – É possível sustentar o hiperconsumo?

Rogério Lopes* - 01/08/2019

Relevante tema.
Vejamos o caso de Kaamyllo. (caso fictício)
Seu hiperconsumo de início lhe dava posição social, mas tendia ao trágico.
Kaamyllo um ser moderno, alegre e boa praça.
Por ser educado, bem trajado e acolhedor, estava sempre nos momentos marcantes da sociedade de sua cidade.
Presenteador, simpático e intencionado, garantia seu espaço.
Suas relações pessoais e profissionais iam muito bem, obrigado.
Frequentava os melhores points, comprava a prazo, pois era conhecido e bem relacionado com todos.
Tinha várias contas em bancos, limites, cartões de crédito é um emprego numa repartição estabelecida na região.
Era solteiro, sempre tinha convite para festas, almoços e jantares, pinta de bom partido de seu tempo.
E por falar em tempo..., passou rápido.
Kaamyllo de tantos eventos, presentes, aparições públicas, investimentos sem retorno ou de aparência, estava
enfrentando dívidas esperadas e outras a caminho.
Cheque especial, limites e cartões, seus refúgios, já não garantiam mais nada, pois estava sem crédito algum.
Esse foi o histórico do hiperconsumo de Kaamyllo.
Será possível sustentar o hiperconsumo? Kaamyllo que o diga.
Acredito que o leitor entendeu a historinha de Kaamyllo. Seria possível reinventar sua trajetória? Talvez ele fosse feliz
assim, nesse modelo de uso da riqueza.
Kaamyllo certo ou não, vagueia por aí.
O hiperconsumo é o consumo além da necessidade ou exagerado, causado pelo entendimento do que é ou não acesso a
bens de consumo tangíveis ou intangíveis.
Hiperconsumo pessoal se revela em endividamento crônico ou espacial, sem solução aparente.
O texto pode evidenciar a problemática de centenas de milhares de pessoas anônimas mundo afora, que não se
posicionaram em relação à potencialidade de suas riquezas, é tenderam a extrapolar no quesito consumo, satisfação e status
pessoal.
O hiperconsumo de nosso tempo é real, está alicerçado em padrões sociais de gerações, provocando colapsos nas
vertentes dos recursos escassos (terra, trabalho e capital), da economia global.
Em relação ao trágico, cada célula familiar, pode e deve debater o tema do que seria trágico ou não para si em relação
ao uso do dinheiro, com vistas a desestabilizar o hiperconsumo e ter continuidade em planos financeiros.
Em finanças da família não interessa se é fútil ou não o hiperconsumo, mas sim as repercussões da pobreza real de
uma sociedade endividada, inadimplente, sem economia e investimentos palpáveis, expostas a associações com doenças
psicossociais, crimes, ausência de horizonte e futuro no quesito gestão da riqueza.
Procure confiança e fuja do caos.
Devemos buscar soluções flexíveis para que o consumo seja um acesso e não uma distinção em nossa existência.
A responsabilidade por nossas riquezas devem ser amplamente balizadas por princípios de prestação de contas, afinal
quando tá tudo bem, todos estão bem.
Deixe as abelhas quietas e apure apenas o mel.
Sejamos diligentes em finanças da família e prodígios em fomentar um ambiente emocional de oportunidades nesta
temática.
Deus os abençoe!

Rogério Lopes, é crente em JESUS CRISTO, facilitador em Finanças da Família, Administrador de Empresas;
Especialista no Agronegócios; Articulista em Negócios; corretor de imóveis; perito avaliador imobiliário e colunista do
site JUSTOCANTINS.  [email protected]

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