Mulheres representam 52% do eleitorado brasileiro

Ascom - 26/02/2020

Dos 147 milhões de brasileiros votantes do Brasil, 77 milhões são mulheres, representando 52% do eleitorado do País. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que o Brasil tem 6 milhões de mulheres a mais que homens. Contudo, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçam a conquista do direito ao voto feminino há 88 anos.

 

No Tocantins, as mulheres também são a maioria quando se trata de eleitorado. No total, 511.367 mulheres podem exercer a sua cidadania nas eleições e corresponde a 50,27%; 49,10% são homens. Já a Capital Palmas possui 178.814 eleitores; 52% são mulheres e 48% votantes do sexo masculino.

 

Sufrágio 
O Sufrágio Feminino foi um movimento político-social e econômico que lutava pelo direito ao voto para as mulheres. As sufragistas começaram as primeiras manifestações no século XVIII, na França. No Brasil, algumas mulheres foram importantes para a conquista de 1932. Bertha Lutz, bióloga e feminista, foi um dos principais nomes da luta.

 

Bertha foi responsável pela fundação Frente Brasileira pelo Progresso Feminino e foi a principal articuladora dos movimentos que visavam o voto para as mulheres. Antes disso, em 1890, Isabel Dillon reivindicou o direito não só de seu voto, como também o de ser votada. Usou o argumento de que na Lei Eleitoral na primeira Constituinte Republicana só estabelecia que possuíam direito a voto maiores de 21 anos, que soubessem ler e escrever, e que não distinguia gênero.

 

De acordo com a Assistente Social e presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Tocantins (CRESS-TO), Eliane Cristina de Oliveira, a conquista do direito ao voto representou a força e o poder feminino. “Tivemos inúmeros momentos na história do nosso País que comprovam a importância de grandes mulheres. É admirável saber que nossas conquistas, hoje, são frutos de lutas coletivas, de união, e até mesmo de sacrifícios de mulheres à frente de seu tempo, enfrentando represálias em momentos ainda mais obscuros”, reforçou a presidente.

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