Jovens egressos do Sistema Socioeducativo do TO recebem material escolar

EMBRASIL Serviços Penitenciários - 14/08/2019

Segundo o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescentes (CEDCA) do Tocantins, nos últimos anos, pelo menos 178 adolescentes e jovens com menos de 18 anos de idade que cometeram um ato infracional e cumpriram ao menos uma medida socioeducativa voltaram a cometer um novo crime. Para diminuir esse número de reincidência, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) criou o Programa de Atendimento aos Adolescentes Egressos e Famílias, desenvolvido pela Superintendência de Administração do Sistema de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado. Nesta quinta-feira (15), 120 adolescentes e jovens inscritos nesse programa receberão kits escolares doados pela Embrasil Serviços como incentivo para a retomada dos estudos.

 

A ação faz parte do Projeto Kit Escolar, criado pelo Programa de Atendimento da Seciju em parceria com a Embrasil Serviços,empresa responsável pela cogestão da Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota (UTPBG), em Araguaína, e da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas.“Enxergamos nesse projeto a oportunidade de contribuir para que esses adolescentes e jovens, que já cometeram algum delito, não façam parte da população carcerária do Estado no futuro”, afirma Juliano Ebeling Viana, gerente de Unidade da Embrasil Serviços na CPP Palmas.

 

Educação transformadora

A mudança por meio da educação é salientada também pelo superintendente de administração do Sistema de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Gilberto Costa da Silva. “A mudança de comportamento de um indivíduo só acontece a partir da transformação da mente. E isso só é possível com educação”, garante.

 

Cada kit escolar foi produzido e custeado pela Embrasil Serviços e contém uma mochila personalizada, um caderno de capa dura de 15 matérias, um lápis preto nº 02, uma caneta de cor preta e outra de cor azul, uma borracha branca, um corretivo líquido, um estojo para canetas e lápis, um apontador de lápis e uma régua de 20 cm.

 

“A educação é essencial para a ressignificação dos valores dos adolescentes. Porém, a maioria dos egressos encontra-se em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou seja, o acesso ao material escolar é uma dificuldade para a família. Daí surgiu a iniciativa do projeto”, justifica Kallynka Souza, psicóloga responsável pelo Programa de Atendimento aos Adolescentes Egressos e Famílias.

 

Nesse programa coordenado pela Superintendência, Kallynka e outros profissionais têm a tarefa de acompanhar o adolescente, orientando-o e promovendo a participação dele na sociedade, por meio da continuidade dos estudos, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho.

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