Ao povo o que é do povo!, por Isabel Cristina Izzo

*Isabel Cristina Izzo é psicóloga, diretoria regional de Gurupi, DPE Tocantins - 14/03/2019

“E se a fala do poeta parece mais forte ou mais clara do que o gemido da criatura opressa, é porque desta, e só desta, recebeu o fôlego para gritar.”

Por Isabel Cristina Izzo *

 

Alfredo Bosi, em sua obra “O ser e o tempo da poesia” utiliza-se da faceta da poesia como força e resistência frente às imposições e injustiças; a poesia resiste ao tempo, nunca morre, assim como não morrem as opressões, explícitas ou veladas.

A Declaração dos Direitos Humanos, em seu artigo 1º, diz que “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação às outras com espírito de fraternidade”.

Dentre os direitos do ser humano, estão os direitos sociais, que estão definidos no Artigo 6º da Constituição, são aqueles relacionados à educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, assistência aos desamparados, proteção à infância e aos idosos.

Imerso nesta dimensão teórica encontra-se o ser humano que espera que na prática possa usufruir de tantos benefícios, porém, contrariamente ao que proferem as palavras, depara-se com um mundo brutalmente burocrático habitado por seres muitas vezes, pouco dotados de razão e de espíritos fraternais.

Considerando que a proteção e promoção dos direitos humanos são a primazia da dignidade da pessoa humana e a redução das desigualdades sociais, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins ouve em seu dia a dia, o clamor de um povo carente do direito ao respeito e ao amparo. Continua ouvindo o gemido de seu povo, levando sua voz aos que precisam ouvi-la, tornando o acesso ao Direito aos que não têm cédulas para contar, mas contam suas histórias; contam segredos; contam dores; contam angústias; contam horas, dias, meses e até anos em filas; contam com Justiça.

Que o que uma nação ofereça, seja o que todos os seus filhos igualmente possam ter, não por que são iguais, justamente porque não o são.

 

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