O Facebook apagando contas que apoiavam ou criticavam o governo

Gustavo Rocha* - 14/07/2020

Sem pensar aqui em questões partidárias ou políticas e, nem mesmo entre o certo e o errado – uma vez que houve apagão de contas tanto da esquerda como da direita noticiados na mídia (esquerda em junho; direita em julho), o que importa na conjunção é que a mesma nos remete para algumas questões fundamentais nos tempos atuais:

1. Redes sociais são meios de comunicação entre o governo e a população.

Prova clara disto são as declarações, discussões e tudo mais que temos no/pelo Twitter, campanhas pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, sem falar em perfis falsos, robôs e tudo mais. Tudo “vale” tanto para impelir fatos, de um lado ou de outro -, afinal, além dos perfis falsos e impulsionamentos feitos por estes, temos além da intenção desta atitude, o pior. Quem acredita no difundido nestes perfis e ainda os compartilha?

2. Quem controla a mídia controla a situação.

Reflexão necessária para não nos tornar efeitos do pensamento alheio. Seria simples e fácil. Entretanto, para muitos é complexo e impossível.

Ao ler algo na internet, pense no que está diante de seus olhos, e na possibilidade de aquela notícia realmente existir. Imagine: por que acreditar que um saite ou perfil que ninguém nunca viu, estar sabendo de algo que todo mundo ainda não sabe.

E mais óbvio ainda: somente compartilhe (ou seja, dê o seu aval, a sua indicação, a sua credibilidade) se você sabe da veracidade.

Cabe aqui citar as três peneiras de Sócrates para quem quer uma referência de como agir:

“Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

– Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

– Espera um momento – disse Sócrates. Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

– Três peneiras? Que queres dizer?

– Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

– Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

– A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

– Devo confessar que não.

– A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

– Útil? Na verdade, não.

Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

(TEXTO EXTRAÍDO DA INTERNET).

3. O poder da tecnologia é incalculável.

Estamos vendo uma disputa que pode ser de egos, de situações e interesses muito maiores que a mídia normal pode supor – a imaginação é livre quando as bases são apenas achismos. Entretanto, há um fato que precisamos analisar com cautela: o que uma empresa consegue fazer numa simples atitude de fechar contas de apoiadores ou não de governos pode mudar relações diplomáticas, quiçá rumos eleitorais.https://pixabay.com/pt/illustrations/social-as-redes-sociais-1206612/

Sem esquecer que tudo isto já foi e ainda é debate nos próprios Estados Unidos, onde a mesma empresa é acusada de auxiliar de maneira escusas a eleição do atual presidente.

Reitero que o debate aqui não é político. Porém, estamos delegando poder demasiado de quem diz/sabe/supõe a verdade a um único lado, a uma única empresa que detém mais de 3 bilhões de cadastros no mundo todo, somando suas principais plataformas (Facebook, Instagram, WhatsApp).

E o que podemos fazer a respeito?

Pensar, caro leitor. Pensar. Este é o poder mais forte que o ser humano tem contra a máquina.

#ParaReflexão

=> Artigo publicado originalmente no portal Espaço Vital, coluna ON/OFF.

 

 

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